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Cidades Inteligentes

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Cidades Inteligentes (Smart Cities) usa inovação e tecnologia em benefício dos cidadãos

O termo Smart City (Cidade Inteligente) foi criado no início dos anos noventa, com o objetivo de conceituar o fenômeno de desenvolvimento urbano dependente de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), inovação e globalização, principalmente em uma perspectiva econômica (Gibson, Kozmetsky, & Smilor, 1992).

O conceito de Cidades Inteligentes ainda é relativamente recente. No entanto, já se consolidou e é, agora, um assunto fundamental em qualquer discussão sobre desenvolvimento sustentável, até mesmo porque as smart cities movimentam um verdadeiro mercado global de soluções tecnológicas que deverá chegar a cerca de US$ 408 bilhões em 2020.

Há um entendimento comum entre representantes da academia, da indústria, do governo e de organizações da sociedade civil, de que o desenvolvimento de cidades inteligentes se torne uma abordagem tecnológica da sustentabilidade urbana.

Embora a inovação digital permaneça central no conceito de cidade inteligente, uma questão-chave é se o investimento em tecnologias inteligentes e inovações digitais, em última análise, contribuem para melhorar o bem-estar dos cidadãos.

Uma visão holística do conceito de Cidade Inteligente, desenvolvida a partir de publicação de pesquisa por Giffinger em (2007), descreve o desenvolvimento da cidade inteligente como resultado da combinação equilibrada de fatores humanos, sociais, culturais, econômicos, ambientais e tecnológicos, que se alinham.

Segundo a União Europeia,  “Uma cidade inteligente é um local em que as redes tradicionais e serviços se tornam mais eficientes com o uso de tecnologias digitais e de telecomunicações para o benefício de seus habitantes e negócios.

Uma cidade inteligente vai além do uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para melhor uso de recursos e menos emissões. Isso significa redes de transporte urbano mais inteligentes, instalações aprimoradas de abastecimento de água e eliminação de resíduos e maneiras mais eficientes de iluminar e aquecer edifícios. Também significa uma administração da cidade mais interativa e responsiva, espaços públicos mais seguros e atendimento às necessidades de uma população em envelhecimento.

A OCDE define cidades inteligentes como “iniciativas ou abordagens que alavancam efetivamente a digitalização para aumentar o bem-estar dos cidadãos e fornecer serviços e ambientes urbanos mais eficientes, sustentáveis ​​e inclusivos, como parte de um processo colaborativo de várias partes interessadas.”

No setor privado, o Smart Cities Council,  Conselho de Cidades inteligentes que reúne  grandes corporações bastante atuantes em tecnologia de cidades inteligentes (incluindo Cisco, IBM, Intel e Qualcomm) – propõe a seguinte definição: “uma cidade inteligente coleta dados de dispositivos e sensores embutidos em suas estradas, redes de energia , edifícios e outros ativos. Ela compartilha esses dados por meio de um sistema de comunicação inteligente que é tipicamente uma combinação de redes convencionais com fio e redes sem fio (wireless). Em seguida, ele usa software inteligente para criar informações valiosas e serviços digitais avançados ”(Smart Cities Council, 2012).

Já temos cidades brasileiras com iniciativas concretas para se tornarem Cidades Inteligentes. Algumas aderiram à Rede Fab City – “uma rede de cidades, regiões e países que se comprometeram a trabalhar para produzir tudo o que consomem até 2054. Cidadãos, funcionários da FabLabs e autoridades da cidade colaboram localmente para implementar novos modelos urbanos por meio de intervenções em governança e política“.

Atualmente, além da capital mineira, São Paulo, Curitiba, Recife e Sorocaba integram o grupo. A rede conecta 34 cidades ao redor do mundo, incluindo Amsterdam, Barcelona, Boston, Cidade do México, Paris e Hamburgo, que trabalham pela mudança do paradigma da economia industrial atual e que se comprometeram a atuar localmente na implementação de novos modelos urbanos.

O ranking Connected Smart Cities, elaborado pela Urban Systems, avalia a integração entre mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança em diversas cidades brasileiras.

Feito com o objetivo de mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil, o Ranking Connected Smart Cities traz indicadores que qualificam as cidades mais inteligentes do país. No ranking de 2019, se destacam cidades dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

O IESE Cities in Motion Index 2019, apresentou um ranking com 174 cidades de todos os continentes do mundo. A Europa se destaca nas 20 primeiras posições. A América Latina só aparece na 66ª posição, com Santiago, Chile. Já as cidades brasileiras listadas se encontram entre as 50 últimas posições do ranking, apresentando um desempenho baixo.

As cidades brasileiras que aparecem na lista do IESE Cities in Motion Index 2019 são:

  • Rio de Janeiro (128ª posição);
  • Brasília (130ª);
  • São Paulo (132ª);
  • Curitiba (140ª);
  • Salvador (146ª);
  • Belo Horizonte (151ª).

Essa entrevista no Bate-Papo FGV – Cidades Inteligentes, com Ivar Hartmann é bastante interessante e atual. Ele trata da disponibilização de bases de dados públicos pelas prefeituras e do impacto da Inteligência artificial.

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