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Cidades inteligentes: oportunidades para Startups

Startups são uma peça fundamental no desenvolvimento das Cidades Inteligentes

As Startups são uma peça fundamental no desenvolvimento das Cidades Inteligentes, dado à sua natureza inovadora e disposição para pensar diferente, propor soluções disruptivas e acreditar em projetos originais. Startups têm agilidade, dinamismo, flexibilidade e produtividade, necessários para propor e implementar mudanças repensando processos tradicionais e desburocratizando para atender novas demandas.

Junto com as Startups vem empreendedorismo tecnológico e o capital de risco que são componentes críticos na transformação de uma cidade tradicional em uma cidade inteligente.

As startups estão mais bem posicionadas para trazer novos modelos de negócios ao mercado, oferecendo soluções melhores e mais baratas para as cidades.

Municípios brasileiros, ainda poucos, já estão desenvolvendo estratégias de Cidades Inteligentes e alguns fazem grandes investimentos em infraestrutura, mas ainda preferem contratar consultores e empresas reconhecidos.

Existem leis que dão preferência à contratação de pequenas empresas, mas ainda faltam políticas e ações – principalmente falta coragem aos gestores públicos – para efetivamente envolverem e incentivarem a participação de Startups nos seus programas de Cidades Inteligentes.

Esse conservadorismo na tomada de decisões é um grande erro, porque as cidades encontrarão soluções mais baratas e mais eficientes para seus problemas através das Startups, porque elas têm o ambiente mais adequado para ter sucesso com tecnologias disruptivas.

O “Dilema do inovador” confirma que as empresas estabelecidas não são as mais indicadas para levar ao mercado tecnologias disruptivas.

As Startups, tendo acesso às bases de dados do município, teriam uma grande capacidade de criar uma variedade de aplicações que trazem benefícios aos cidadãos.  O grande problema é que os municípios ainda estão atrasados na implementação de uma das tecnologias recentes que tem um enorme potencial para aprimorar os serviços de Cidades Inteligentes, que é o Big Data Analítico. As informações disponíveis ainda são limitadas e em silos departamentais sem disponibilidade de acesso em tempo real.

Os municípios já coletam um grande volume de dados com a digitalização que se tornou parte integrante da vida cotidiana.  A análise e a utilização eficazes de Big Data são um fator-chave para o sucesso em muitos domínios de negócios e serviços, incluindo o domínio da Cidade Inteligente. Ainda existem muitos problemas e desafios a serem enfrentados para obter uma melhor utilização dessa tecnologia.

Existem componentes bem definidos da cidade inteligente, como mobilidade, governança, meio ambiente e pessoas, bem como seus aplicativos e serviços como assistência médica, transporte, educação inteligente e energia.

Para facilitar essas aplicações e serviços, são necessárias grandes instalações computacionais e de armazenamento. Uma solução, geralmente mais barata e de fácil implementação, é a computação em nuvem, utilizando as vantagens do uso dos serviços em nuvem para dar suporte às aplicações e gerenciar todo o ambiente de Big Data.

O compartilhamento de dados e informações entre diferentes departamentos do município é outro grande desafio. Cada secretaria ou departamento possui seu próprio armazém ou silo de informações confidenciais ou públicas. A maioria delas reluta em compartilhar o que pode ser considerado dados proprietários. Além disso, alguns dados podem ser regidos por regulamentações de privacidade que dificultam o compartilhamento entre diferentes entidades.

Fonte: Researchgate.net

Belo Horizonte tem sido uma das cidades pioneiras no Brasil na implantação do seu projeto de Cidade Inteligente, Em 2017, lançou o seu programa estratégico “Belo Horizonte Cidade Inteligente” e, desde então, vem implementando ações importantes nessa direção.

Belo Horizonte é um polo tecnológico tradicional no país e tem indicadores importantes, tais como, por exemplo, o quarto maior PIB do país, concentra mais de 300 startups apenas na  comunidade San Pedro Valley, 4 entidades que representam o setor de TI, 62 instituições de ensino superior, e um dos maiores parques tecnológicos do Brasil

Em julho de 2018, a Prefeitura de Belo Horizonte aderiu à Rede Fab City,  sendo a segunda cidade brasileira a integrar a iniciativa. Atualmente, além da capital mineira, São Paulo, Curitiba, Recife e Sorocaba integram o grupo. A rede conecta 34 cidades ao redor do mundo, incluindo Amsterdam, Barcelona, Boston, Cidade do México, Paris e Hamburgo, que trabalham pela mudança do paradigma da economia industrial atual e que se comprometeram a atuar localmente na implementação de novos modelos urbanos.

Em 27 de fevereiro de 2019, aprovou o Decreto 17.072  que institui a Infraestrutura Municipal de Dados Abertos do Poder Executivo e o Comitê Gestor dos Conteúdos de Transparência e Acesso à Informação e Dados Abertos do Portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

Quanto à disponibilização de dados, já existe o Portal de Dados Abertos da PBH que  é uma ferramenta disponibilizada pelo governo municipal para que todos possam encontrar e utilizar dados e informações públicas do município de Belo Horizonte. Atualmente estão disponíveis 78 conjuntos de dados.

O Portal também tem o objetivo de promover a interlocução entre atores da sociedade e o governo para pensar a melhor utilização dos dados para construção de uma cidade melhor para se viver, trabalhar e visitar.

Em 2019, a Prefeitura de BH fez parceria com a Sociedade Mineira de Software (Fumsoft), que selecionou 12 empresas startups interessadas em desenvolver ideias para contribuir com o avanço da capital dentro do conceito das smart cities.

O programa de aceleração – que conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da empresa American Tower do Brasil – vai apoiar projetos com diferentes propostas, mas todas ligadas ao conceito de cidade inteligente. As empresas serão aceleradas durante seis meses e, ao fim do projeto, terão suas soluções absorvidas pela PBH.

A CEO da Fumsoft, Jéssica Martins, explica que “o projeto surgiu a partir de uma percepção de que o tema smart cities ainda é pouco explorado na cidade, assim como é pouco conhecido pelos cidadãos. Como a instituição já tem a expertise do Acelera MGTI, que apoia startups em diferentes temas, ela percebeu a oportunidade de criar uma edição dedicada ao assunto de cidade inteligente.”

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